Novo piso salarial dos vigilantes de São Paulo está vigorando desde 1º de janeiro

Vigilantes de todo o Estado de São Paulo começam a receber já em fevereiro o novo piso salarial da categoria, aprovado no final do ano. O salário bruto dos trabalha­dores era de R$ 1486,90 agora será de R$ 1.547,12, um acréscimo de R$ 60,22 (4,05%).

O percentual concedido pelo sindicato patronal é referente à reposição inflacionária do período entre janeiro e dezembro de 2018. Além de incidir sobre o salário, a reposição inflacionária in­cide sobre outras re­munerações como horas-extra, adicional no­turno, férias, décimo terceiro sa­lário, entre outros.

Com a reposição vigilantes ficaram mais um ano sem aumento real de salário. Veja:

Reposição foi de 4,05%, mas aluguel subiu 7,54%

O acréscimo 4,05% no holeri­te causou indignação nos profissionais da segurança privada. Isso porque o percentual pouco agrega nas despesas mensais das famílias. Para se ter uma ideia, com os R$ 60,22 adicionais concedidos pelos empresários os trabalhadores não com­pram nem um botijão de gás, que hoje custa em média R$ 84,43.

E se não dá para comprar um botijão de gás, imagina pagar o aluguel? De acor­do com o IGP-M o reajuste do alu­guel em 2018 foi de 7,54%.

Apesar dos percentuais oficiais, os trabalhadores vêm percebendo reajustes de preços muito acima da inflação. A gasolina e o gás de cozinha são exemplos claros.

Enquanto o IPCA diz que a inflação foi de apenas 4,53 para esses dois itens, na hora de pagar os trabalhadores percebem reajustes de 20 e 30%.

Outro item básico para o trabalhador que deu um salto foi a Cesta Básica. Apesar do INPC dizer que a inflação foi de 4,05%, o DIEESE aponta que a alta real foi de 11,37%.

Veja no gráfico a inflação re­gistrada em 2018 e o aumento real dos preços:

Sindicatos tentaram negociar diretamente

Com o objetivo de avançar nas negociações e conquistar melho­res resultados na Campanha Sala­rial 2018 os sindicatos de Barueri e Mauá tentaram inovar e nego­ciar diretamente com o Sesvesp. Entretanto, o Sindicato patronal optou por negociar diretamente com a Fetravesp e o bloco de sin­dicatos que está alinhado com ela.

Caso obtivessem sucesso, os re­sultados alcançados poderiam ter sido bem melhores. Nesta Campa­nha Salarial os sindicatos de Barueri e de Mauá pediam a manutenção de todos os direitos já conquistados; aumento real de salário de 5%, repo­sição da inflação de 4,05%; adicio­nal de 25% para vigilantes de insti­tuições financeiras; adicional de 5% por tempo de serviço (biênio) para todos os vigilantes; ticket-refeição de R$ 26 por dia; cesta básica para todos os vigilantes e pautas específi­cas para as vigilantes – como garan­tia de emprego e redução de risco às gestantes e auxílio creche.

ENQUETE

Quem não contribui com o sindicato deve se beneficiar das conquistas da Convenção Coletiva?


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